14 de junho de 2024 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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O aumento de dois mil por centonos casos de sífilis no Brasil, divulgado pelo Ministério da Saúde, além deevidenciar a urgência de retomar ações e campanhas eficazes de prevenção contradoenças sexualmente preventivas, exige atenção quanto a futuras complicaçõescardiovasculares.

O Alerta é do médico JoséFrancisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia doEstado de São Paulo). Ele explica que os jovens acometidos hoje pela doençapodem ter sérios problemas cardiovasculares no futuro, caso o tratamento nãoseja correto e eficiente.

Depois de dois a 20 anos dainfecção, ocorre a sífilis terciária, cujos sintomas são mais graves. Dentreeles, pode desenvolver-se a sífilis cardiovascular. Os sintomas são dortorácica e nas costas, provocada por aneurisma da artéria aorta ascendente oudescendente, com risco de ruptura. Outro sintoma é o cansaço, sensação de faltade ar, quando a sífilis acomete a válvula aórtica. Neste caso, ocorre umrefluxo do sangue, que volta para dentro do coração e causa sobrecarga,provocando a sensação de falta de ar.

 Dr. José Francisco explica que a sífilis écausada pela bactéria Treponema pallidum. A doença apresenta três fases deinfecção. A primária tem como sintoma o surgimento, a partir de 10 dias após ocontágio, de uma ferida em local específico, como órgãos sexuais, boca ou pele.

A secundária ocorre entre seissemanas e seis meses. Os sintomas são manchas avermelhadas, principalmente nasmãos e pés, podendo também aparecer ínguas nas regiões íntimas e virilha. 

Há, ainda, uma fase na qual adoença fica latente, levando a um descuido com o tratamento, pois muita genteacredita ter sarado. Na sífilis terciária, na qual os sintomas podem aparecerentre dois e 20 anos após a infecção, os problemas são mais graves, incluindoos problemas cardíacos, com alto risco de morte.

Em todos os casos, o tratamentono combate à bactéria é feito com antibióticos, em especial a penicilina.Porém, a sífilis cardiovascular exige que um cardiologista especializado tambémcuide do paciente.

"É premente a retomada decampanhas e ações preventivas de doenças sexualmente transmissíveis noBrasil", alerta o presidente da Socesp, enfatizando a importância deconscientização maciça dos jovens".

 

Sobre a SOCESP

A Socesp - Sociedade deCardiologia do Estado de São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos, fundadaem 1976. Regional da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Departamento deCardiologia daAssociação Paulista de Medicina, conta com cerca de 8 mil sócios.Os principais objetivos da Socesp são contribuir para a atualizaçãodoscardiologistas do estado e difundir o conhecimento científico gerado pelaprópria Socesp aos profissionais da saúde que atuam na Cardiologia e para apopulação.

  

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