Quem cuida do coração é o cardiologista
Decisão do Conselho Federal de Medicina afasta os cardiologistas das Unidades Coronarianas, de Pós-Operatório em Cirurgias Cardíacas e de Emergência Cardiovascular
A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – alinhada com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e todas as demais entidades estaduais, está preocupado com a decisão equivocada do Conselho Federal de Medicina – CFM que determinou, em reunião plenária realizada em 30 de janeiro passado, que os cardiologistas não poderão mais coordenar, nem chefiar Unidades Coronarianas, de Pós-Operatório em Cirurgias Cardíacas e de Emergência Cardiovascular.
A decisão, que foi publicada hoje (7 de fevereiro), revogou a Resolução CFM nº 2.135/2015, que reconhecia o cardiologista como o médico habilitado para tais atividades. A diretoria da SOCESP, assim como as diretorias da SBC e demais estaduais, consideraram completamente equivocado o caminho adotado pelo CFM que foi trilhado mesmo com votos favoráveis de vários conselheiros pela manutenção da norma.
As entidades da Cardiologia, juntamente com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB – vinham trabalhando há anos no âmbito da Associação Médica Brasileira – AMB para elaborar a matriz de competência em Cardiointensivismo e propor a criação de uma Área de Atuação à Comissão Mista de Especialidades. Dessa forma, tanto cardiologistas, como médicos intensivistas, teriam validação oficial para coordenar e chefiar Unidades Coronarianas, de Pós-Operatório em Cirurgias Cardíacas e de Emergência Cardiovascular, sem qualquer reserva de mercado para nenhuma das especialidades.
As entidades da Cardiologia unidas irão analisar profundamente os fundamentos da decisão e definir as medidas cabíveis para que a saúde da população, que é atendida, pelo sistema público ou privado, seja prejudicada com tal medida absurda.
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