À
Associação Médica Brasileira – AMB
À
Associação Paulista de Medicina – APM
Prezados(as) Senhores(as),
A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) manifesta, por meio deste, seu apoio incondicional à Carta Aberta "Médicos pelo meio ambiente e pelo clima", recentemente divulgada pela Associação Paulista de Medicina (APM).
A SOCESP reconhece e compartilha integralmente a preocupação expressa no documento (abaixo a íntegra) quanto aos impactos da crise climática e da degradação ambiental sobre a saúde da população, em especial sobre a saúde cardiovascular — área central da atuação de nossa sociedade.
Acreditamos que o envolvimento ativo da classe médica na agenda ambiental é não apenas um dever ético, mas também uma necessidade urgente diante dos desafios que se impõem à saúde pública e à sustentabilidade dos sistemas de cuidado.
Nesse sentido, informamos que a SOCESP vem abordando frequentemente esse tema por meio de entrevistas com especialistas, artigos e postagens em nossas redes sociais. Destacamos também que, em nosso último Congresso de Cardiologia, na edição 45ª, em junho passado, em São Paulo, realizamos uma Arena ESG inteiramente dedicada às discussões sobre meio ambiente, sustentabilidade e seus impactos na saúde cardiovascular. Ao longo de três dias, especialistas debateram medidas práticas e estratégias de enfrentamento, com foco na preservação ambiental e na saúde populacional.
As conclusões desta Arena foram sistematizadas e encaminhadas à organização da COP 30, que será realizada no final deste ano em Belém do Pará, reafirmando o compromisso da SOCESP com a pauta climática em escala local e global.
Parabenizamos a APM pela iniciativa da Carta Aberta e reforçamos que a SOCESP está à disposição para somar esforços institucionais, promover ações conjuntas e contribuir com a mobilização de nossa comunidade médica em torno dessa causa essencial.
Atenciosamente,
Maria Cristina Izar
Presidente
Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP
Carta aberta – “Médicos pelo meio ambiente e pelo clima” – APM
O aquecimento global e as mudanças climáticas são uma realidade presente, que afeta a saúde individual e coletiva de todos, causando adoecimento, agravamento de doenças e mortes.
Os impactos na saúde envolvem os desastres naturais, as doenças relacionadas ao calor, as doenças infecciosas, a poluição e a qualidade do ar, a poluição dos oceanos pelos microplásticos, a poluição ambiental por resíduos sólidos, a segurança alimentar, a qualidade e escassez da água e a saúde mental.
Cabe aos médicos e aos serviços de saúde, no fim das contas, atender e se encarregar das vítimas e das pessoas afetadas na forma de doenças causadas pelas emergências climáticas e pela degradação ambiental.
Os médicos têm credibilidade, legitimidade e autoridade para falar sobre as consequências das alterações ambientais sobre a saúde, esclarecendo as pessoas, esclarecendo a opinião pública, esclarecendo os agentes de saúde e propondo políticas de saúde públicas e privadas.
Além do mais, o setor saúde, por si só, é um grande emissor de gases de efeito estufa, um grande consumidor de energia e produtor de lixo e como tal contribui para o aquecimento global.
É um imperativo ético os médicos se envolverem na luta contra o aquecimento global, seja individualmente na sua prática clínica e profissional, seja nos hospitais e serviços médicos em que trabalham, seja coletivamente através das entidades representativas da classe médica e suas especialidades.
Conclamamos a todos os médicos, às entidades de classe, às sociedades de especialidades médicas, aos representantes de hospitais públicos e privados e aos demais representantes do setor da saúde a participação nessa batalha.
Vamos juntos cumprir nossa missão e nosso papel na preservação do meio ambiente, na luta contra as alterações climáticas e na preservação e prevenção da saúde individual e coletiva.
COMENTÁRIOS