19 de agosto de 2018 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Diversos estados sofrem com a falta da vacina contra meningite nos postos de saúde, embora ela faça parte do calendário oficial de vacinação infantil na rede pública, devendo ser administrada nos primeiros três meses de vida. De acordo com o cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Dr. José Francisco Kerr Saraiva, quando se deixa a população sem imunização e prevenção, o risco de infecção aumenta, o que também agrava a ameaça de complicações cardiovasculares. Para Saraiva, alertar a população para estar com a carteira de vacinação atualizada é extremamente importante.

A meningite, como explica Saraiva, é uma infecção nas meninges, membranas que envolvem parte do cérebro. Pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, sendo a bactéria a mais preocupante. “Uma vez que a bactéria entra no aparelho circulatório, pode comprometer também o sistema cardiovascular e provocar insuficiência cardíaca”. A vacina administrada na rede pública é contra o tipo C, causada por bactéria chamada Neisseria Meningitidis. Como todas as doenças para as quais há vacinação no calendário nacional, a meningite também pode levar a complicações cardiovasculares. 

De acordo com Dr. Saraiva, deve-se sempre considerar o comprometimento cardíaco por viroses ou bactérias. “São varias as bactérias que agem diretamente sobre o coração ou indiretamente através de reações sistêmicas que por sua vez impõem transtornos circulatórios e metabólicos que acabam comprometendo o desempenho do aparelho cardiovascular.

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