QUAIS OS AVANÇOS NO TRATAMENTO DA DOENÇA VALVAR EM 2025?

WHAT WERE THE ADVANCES IN THE TREATMENT OF VALVULAR HEART DISEASE IN 2025?
Vitor Emer Egypto Rosa, Henrique Barbosa Ribeiro, João Ricardo Cordeiro Fernandes, Flávio Tarasoutchi

Em 2025, o tratamento da doença valvar foi marcado pela consolidação e expansão das terapias transcateter, especialmente nas valvopatias aórtica, mitral e tricúspide. Na estenose aórtica, estudos de seguimento prolongado, como PARTNER 3 e Evolut Low Risk, reforçaram a não inferioridade do TAVI em relação à cirurgia em pacientes sintomáticos de baixo risco, com dados favoráveis de durabilidade. Entretanto, evidências em cenários como estenose aórtica moderada, valva bicúspide, pacientes assintomáticos e uso rotineiro de dispositivos de proteção embólica ainda permanecem limitadas ou inconclusivas. Na insuficiência mitral, destacaram-se avanços relevantes com a substituição valvar mitral transcateter percutânea transeptal, particularmente no estudo ENCIRCLE, além da evolução tecnológica dos sistemas de reparo borda-a-borda, como PASCAL e MitraClip. Esses dados ampliam as opções terapêuticas para pacientes de alto risco ou inelegíveis à cirurgia convencional. Na insuficiência tricúspide, as terapias transcateter também ganharam protagonismo, com resultados consistentes de melhora funcional, redução da regurgitação e menor taxa de hospitalizações por insuficiência cardíaca, embora ainda sem comprovação definitiva de redução de mortalidade. Em conjunto, os estudos de 2025 reforçam a importância da seleção individualizada de pacientes, do timing adequado da intervenção e da atuação de Heart Teams especializados, especialmente diante das particularidades epidemiológicas, socioeconômicas e estruturais do sistema de saúde brasileiro.

VOLUME 36 - Nº 1

Janeiro/Março 2026

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