Em 2025, o tratamento da doença valvar foi marcado pela consolidação e expansão das terapias transcateter, especialmente nas valvopatias aórtica, mitral e tricúspide. Na estenose aórtica, estudos de seguimento prolongado, como PARTNER 3 e Evolut Low Risk, reforçaram a não inferioridade do TAVI em relação à cirurgia em pacientes sintomáticos de baixo risco, com dados favoráveis de durabilidade. Entretanto, evidências em cenários como estenose aórtica moderada, valva bicúspide, pacientes assintomáticos e uso rotineiro de dispositivos de proteção embólica ainda permanecem limitadas ou inconclusivas. Na insuficiência mitral, destacaram-se avanços relevantes com a substituição valvar mitral transcateter percutânea transeptal, particularmente no estudo ENCIRCLE, além da evolução tecnológica dos sistemas de reparo borda-a-borda, como PASCAL e MitraClip. Esses dados ampliam as opções terapêuticas para pacientes de alto risco ou inelegíveis à cirurgia convencional. Na insuficiência tricúspide, as terapias transcateter também ganharam protagonismo, com resultados consistentes de melhora funcional, redução da regurgitação e menor taxa de hospitalizações por insuficiência cardíaca, embora ainda sem comprovação definitiva de redução de mortalidade. Em conjunto, os estudos de 2025 reforçam a importância da seleção individualizada de pacientes, do timing adequado da intervenção e da atuação de Heart Teams especializados, especialmente diante das particularidades epidemiológicas, socioeconômicas e estruturais do sistema de saúde brasileiro.