Os sistemas de estimulação cardíaca sem eletrodos (leadless) representam uma inovação no tratamento das bradiarritmias, eliminando complicações inerentes aos dispositivos transvenosos convencionais. Este artigo revisa criticamente os avanços mais relevantes dessa tecnologia até 2025, com ênfase em evidências provenientes de grandes estudos clínicos e registros contemporâneos. Dados robustos demonstram altas taxas de sucesso de implante e redução significativa de complicações maiores, particularmente infecções e eventos relacionados aos eletrodos, com redução relativa de risco de 50–60% em comparação com sistemas tradicionais. Além disso, metanálises recentes reforçam a superioridade em termos de segurança, enquanto análises de custo-efetividade sugerem que o maior custo inicial pode ser compensado pela redução de eventos adversos, especialmente em populações de alto risco. Apesar dos avanços, limitações persistem, incluindo ausência de terapia de ressincronização cardíaca, desafios relacionados ao manejo no fim de vida da bateria e incertezas quanto à extração tardia. Os dispositivos leadless consolidam-se como alternativa segura e eficaz em populações selecionadas, com potencial de expansão de suas indicações à medida que novas tecnologias emergem.