COMO TRATAR O COLESTEROL NA PREVENÇÃO PRIMÁRIA A PARTIR DE 2026? UMA ANÁLISE DAS NOVAS DIRETRIZES E EVIDÊNCIAS PARA A PRÁTICA CLÍNICA

HOW TO TREAT CHOLESTEROL IN PRIMARY PREVENTION STARTING FROM 2026? AN ANALYSIS OF NEW GUIDELINES AND EVIDENCE FOR CLINICAL PRACTICE
Henrique Tria Bianco, Renato Jorge Alves, Marcio Hiroshi Miname, Paulo Eduardo Ballvé Behr, Elaine dos Reis Coutinho

A prevenção primária de eventos cardiovasculares ateroscleróticos representa um pilar fundamental na saúde pública, e o manejo do colesterol, especialmente do LDL-c, é central nesse esforço. Este artigo explora as abordagens recomendadas para o tratamento do colesterol na prevenção primária a partir de 2026, com base nas atualizações da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 e nas diretrizes internacionais, como a ACC/AHA 2026. A estratificação de risco cardiovascular, agora preferencialmente realizada pelo escore PREVENT, orienta metas de LDL-c cada vez mais rigorosas, variando de <115 mg/dL para baixo risco a <40 mg/dL para risco extremo, com reduções percentuais significativas. As intervenções incluem modificações intensivas no estilo de vida e terapia farmacológica escalonada, iniciando com estatinas de alta intensidade, seguidas por ezetimiba; quando necessário, consideram-se terapia anti-PCSK9, como evolocumabe, alirocumabe e a inclisirana; o ácido bempedoico permanece como alternativa particularmente útil em casos de intolerância a estatinas. Enfatiza-se a importância da terapia combinada precoce, a avaliação de biomarcadores como Lipoproteína (a) [Lp(a)] e o uso de escores de cálcio coronariano. Discutem-se também as particularidades do tratamento em populações especiais e as perspectivas futuras. O objetivo é fornecer um guia atualizado para a prática clínica, visando a redução substancial do risco cardiovascular

VOLUME 36 - Nº 1

Janeiro/Março 2026

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