As doenças cardiovasculares (DCV) permanecem a principal causa de morbimortalidade, e são, impulsionadas por fatores de risco modificáveis e controláveis como a hipertensão, a dislipidemia, obesidade, diabetes, tabagismo, sedentarismo, estresse e privação do sono. Suas complicações, relacionadas a eventos, impõem elevada carga clínica que necessitam ser gerenciadas e, assim, diminuir o impacto na saúde pública e na qualidade dos resultados de saúde. Destaca-se a importância de evidenciar o protagonismo da Enfermagem no controle de riscos, prevenção de agravos e promoção da saúde cardiovascular, com foco em melhoria do estilo e da qualidade de vida e na adesão terapêutica. A prática de Enfermagem, ancorada em protocolos clínicos e educativos, integra avaliação sistemática de risco, aconselhamento individualizado e direcionado, educação em saúde, manejo do tabagismo e álcool, prescrição de atividade física segura, orientação nutricional (padrões alimentares cardioprotetores), gestão do estresse e do sono, e monitoramento da adesão medicamentosa. A incorporação de tecnologias digitais já disponíveis, potencializa a autogestão e a detecção precoce de descompensações, reduzindo reinternações. Evidências apontam que intervenções lideradas por enfermeiros melhoram o controle pressórico, o perfil metabólico e a qualidade de vida, além de reduzir eventos e custos. A adoção de modelos de cuidado centrados no paciente, baseados em evidências, com indicadores de processo e desfecho, é essencial para melhores resultados. Conclusão: O investimento estratégico em protocolos de Enfermagem voltados ao estilo de vida e à gestão de riscos constitui eixo estruturante para transformar a saúde cardiovascular, prevenindo complicações e promovendo ganhos duradouros em qualidade de vida e adesão ao tratamento.