As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de mortalidade global, incluindo no Brasil, onde o envelhecimento da população intensificou a prevalência de doenças crônicas. Com o aumento do número de sobreviventes de câncer, especialmente entre idosos, surgem preocupações quanto à cardiotoxicidade, complicação associada ao uso de quimioterápicos, que elevam o risco de disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. Para avaliar e monitorar a função cardíaca desses pacientes, exames como o ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca são fundamentais, permitindo o acompanhamento da fração de ejeção do ventrículo esquerdo antes, durante e após o tratamento. Nota-se que a indicação da ressonância magnética cardíaca é feita para casos em que o ecocardiograma não seja conclusivo, fornecendo dados detalhados sobre a estrutura e função do coração. Outra alternativa, embora menos preferida devido à exposição à radiação, é a cintilografia de múltiplas aquisições, que avalia a função ventricular em situações específicas. Dada a complexidade desses efeitos, recomenda-se o acompanhamento multiprofissional, integrando cardiologia e oncologia para a detecção precoce e manejo adequado dos efeitos cardiotóxicos.