A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome multifatorial que representa um desafio global de saúde pública devido às suas elevadas taxas de morbimortalidade. O risco cardiometabólico, caracterizado por resistência à insulina, diabetes, dislipidemia, obesidade, doença renal, doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, do inglês “metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease”), inflamação crônica e ativação neuro-hormonal exacerbada desempenham papel central na fisiopatologia e na progressão da IC. Evidências recentes demonstram que abordagens terapêuticas direcionadas ao controle metabólico podem reduzir hospitalizações e melhorar a morbimortalidade. Revisaremos os mecanismos fisiopatológicos, impacto clínico e estratégias terapêuticas baseadas nas diretrizes atuais.