As mulheres enfrentam fatores de risco cardiovascular únicos, incluindo estresse mental, depressão e desigualdades sociais ligadas a raça, etnia e renda, além de condições específicas do sexo feminino, como gravidez, menopausa e menarca. O objetivo do nosso estudo foi investigar o conhecimento e fatores de risco da saúde cardiovascular da mulher. O estudo envolveu 104 mulheres, em média com 34 anos de idade. As mulheres foram entrevistadas com uso de questionários impressos, num Centro de Atenção à Mulher em Santa Catarina (SC), onde foram acompanhadas. Nosso estudo revela que as doenças cardiovasculares (DCVs) são subestimadas entre as mulheres, apesar de serem a principal causa de morte nesse grupo. Foi verificada predominância de eutrofia e sobrepeso. A maioria das mulheres tinha ensino médio completo ou superior, mas apresentou lacunas na compreensão de saúde cardiovascular, revelando um conhecimento superficial. O vocabulário limitado para entender fatores de risco e prevenção que diferem dos homens foi outro achado importante. As participantes reconheceram corretamente a hipertensão como DCV, mas tiveram pouco conhecimento sobre prevenção por mudança de estilo de vida. Os fatores de risco mais comuns foram tabagismo, histórico familiar, consumo de álcool, hipertensão e sedentarismo. Por fim, verificamos que apesar da boa conscientização sobre a importância de exercícios, cessação do tabagismo e dieta na prevenção das DCVs, há espaço para melhorias na compreensão de outros aspectos da prevenção e controle de fatores de risco voltados para mulher. O estudo destaca a urgência de intervenções de saúde pública para enfrentar as lacunas identificadas entre as mulheres estudadas, visando reduzir a carga das DCVs e promover uma população feminina mais saudável e bem informada.