TERAPIA ANTITROMBÓTICA PÓS INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA NAS SÍNDROMES CORONÁRIAS ESTÁVEL E AGUDA E NOVOS REGIMES TERAPÊUTICOS EM CENÁRIOS DE ALTO RISCO HEMORRÁGICO

ANTITHROMBOTIC THERAPY AFTER PERCUTANEOUS CORONARY INTERVENTION IN STABLE AND ACUTE CORONARY SYNDROMES AND NEW THERAPEUTIC REGIMENS IN HIGH HEMORRHAGIC RISK SCENARIOS
Eduardo Gomes Lima, Guilherme Moreira Magnavita, José Hiago de Freitas Damião, Marcelo Franken, Sergio Berti,Luiz Antonio Gubolino, Rafaela Andrade Penalva Freitas, Fausto Feres

A terapia medicamentosa otimizada (TMO) é o pilar primordial na terapêutica e abordagem da doença coronariana, sendo a terapia antitrombótica um dos componentes fundamentais da TMO. O estudo detalhado da terapia antitrombótica tem ganhado importância nos últimos anos devido ao surgimento de novas medicações e estratégias de tratamento, permitindo uma redução de desfechos clínicos com identificação de subgrupos de risco e ajuste direcionado de terapia. A evolução da técnica associada ao tratamento percutâneo permitiu-nos reduzir a intensidade antitrombótica em alguns cenários clínicos. Nesta revisão, discutiremos as evidências e fundamentos que embasam nossa arte de encurtar, escalonar ou prolongar a terapia antitrombótica após angioplastia coronária em diversos cenários. Os escores clínicos para avaliação do risco de sangramento, bem como o risco trombótico, são fundamentais nessa tomada de decisão. Na presença de risco elevado de sangramento, independentemente do risco trombótico, deve-se usar terapias mais curtas e menos potentes. A seleção do segundo agente antiplaquetário associado à aspirina depende do cenário clínico, sendo prasugrel e ticagrelor os preferenciais em cenários agudos, e o clopidogrel em cenários eletivos. Os tradicionais tempos de duração de dupla antiagregação (DAPT) de 6 ou 12 meses para intervenções em cenário crônico e agudo, respectivamente, têm sido discutidos recentemente. Inúmeros ensaios clínicos têm validado períodos mais curtos de 1-3 meses seguidos de monoterapia de inibidores de P2Y12 para populações de alto risco de sangramento ou quando utilizados stents mais modernos. Assim, a decisão de estender, encurtar ou usar os tempos canônicos deve se basear necessariamente no cenário clínico, risco de sangramento e risco trombótico.

VOLUME 35 - Nº 4

Outubro/Dezembro 2025

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