Objetivos: Avaliar a prevalência do estresse ocupacional e sua associação com os fatores de risco cardiovasculares e grau de gravidade clínica em pessoas com síndrome coronariana aguda. Métodos: Estudo transversal e correlacional realizado com pacientes hospitalizados por síndrome coronariana aguda. O estresse ocupacional foi mensurado pelo Maslach Burnout Inventory General Survey e os seguintes fatores de risco cardiovascular foram avaliados: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, obesidade, dislipidemia, sedentarismo, uso de bebida alcoólica, tabagismo, dependência de nicotina, ansiedade e depressão. A gravidade clínica foi avaliada pela classificação de Killip admissional, pico de troponina, número de artérias coronarianas obstruídas e escore Global Registry of Acute Coronary Events. Foram realizados testes estatísticos descritivos e de associação. Valores p<0,05 foram considerados significativos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer de nº 4.329.015. Resultados: Foram avaliados 61 participantes, sendo que a maioria foi classificada como baixo estresse no trabalho e a dimensão emocional apresentou maior escore. Houve associação significativa do estresse no trabalho intermediário naqueles com o diagnóstico de dislipidemia e maiores escores de ansiedade naqueles com estresse alto, porém sem associação com a gravidade clínica. Conclusão: A maior parte dos pacientes apresentava estresse categorizado como baixo e a dislipidemia e a ansiedade se relacionaram com o estresse no trabalho. Medidas preventivas devem ser implementadas nas empresas para reduzir este fator de risco com impacto no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.