BIOMARCADORES INFLAMATÓRIOS NA ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO E ACOMPANHAMENTO DOS PACIENTES: FOCO NAS ESTRATÉGIAS ANTI-INFLAMATÓRIAS

INFLAMMATORY BIOMARKERS IN RISK STRATIFICATION AND PATIENT MONITORING: FOCUS ON ANTI-INFLAMMATORY STRATEGIES
Francisco Antonio Helfenstein Fonseca, Marcelo Arruda Nakazone, Maria Cristina de Oliveira Izar

A inflamação crônica de baixo grau é uma importante força motriz para o início e progressão da doença aterosclerótica cardiovascular (DASCV), para as síndromes clínicas associadas à insuficiência cardíaca (IC), as desordens metabólicas associadas à obesidade e à progressão da doença renal crônica (DRC). Os biomarcadores inflamatórios têm se destacado como ferramentas valiosas tanto para compreender os mecanismos patológicos da aterosclerose e de doenças cárdio-renais-metabólicas, quanto para identificar possíveis alvos terapêuticos. Entre eles, a proteína C-reativa (PCR), as interleucinas (como IL-6 e IL-1?) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-?) são amplamente estudados. Na prática clínica, a PCR de alta sensibilidade (as) é o marcador clínico utilizado devido à sua estabilidade e facilidade de mensuração. Diversos estudos clínicos testaram a hipótese de que reduzir marcadores inflamatórios (como a PCRas, IL-6 e IL-1?) poderia reduzir desfechos cardiovasculares. Em conjunto, os estudos sugerem que apenas as terapias que produzem reduções mais expressivas da via inflamatória mediada pela IL-6 mostraram redução do risco cardiovascular. A terapia anti-inflamatória per se parece inefetiva se não for administrada a pacientes com aumento da PCRas ou da IL-6 na condição basal ou que tenham sido ineficazes para uma redução robusta desses marcadores inflamatórios. Mais recentemente, a IL-6 surge como um alvo terapêutico mais específico e novos estudos avaliam os efeitos da inibição da IL-6 na DRC, DASCV, IC, com o ziltivekimabe, um anticorpo monoclonal totalmente humano direcionado ao ligante de IL-6, cujos dados preliminares são promissores. 

VOLUME 35 - Nº 4

Outubro/Dezembro 2025

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