AVANÇOS NA ESCOLHA DO MÉTODO DE IMAGEM CARDIOVASCULAR NA INFLAMAÇÃO E ATEROSCLEROSE

ADVANCES IN CARDIOVASCULAR IMAGING OF INFLAMMATION AND ATHEROSCLEROSIS
Gabriela Liberato, Juliana B. Sobral-Alves, Bruno M. Fuzissima, Ibraim M. Pinto, Marcelo Vieira, Carlos E. Rochitte

As doenças cardiovasculares, especialmente a doença arterial coronariana crônica (DAC), são a principal causa de mortalidade tanto globalmente quanto no Brasil. Os avanços na imagem cardíaca, envolvendo a ecocardiografia, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), têm desempenhado um papel significativo na melhoria do diagnóstico precoce, da estratificação de risco e da compreensão de biomarcadores em aterosclerose. O ecocardiograma, um exame não invasivo, acessível e de baixo custo, é tradicionalmente usado para avaliar a função cardíaca, mas também desempenha um papel crucial na detecção e acompanhamento das complicações da aterosclerose e da doença arterial coronariana. A TC se destaca pela resolução temporal e espacial, fornecendo uma avaliação precisa das artérias coronárias, enquanto a RM oferece excelente diferenciação tecidual, mas ainda é limitada para a avaliação coronariana. A tomografia do coração já é validada e incorporada em recomendações internacionais quanto à avaliação de aterosclerose calcificada pelo escore de cálcio coronariano e à avaliação do grau de estenose pela angiotomografia de coronárias (ATCC). No entanto, eventos de síndrome coronariana aguda frequentemente estão relacionados a placas não obstrutivas, e a ATCC também é capaz de analisar características de alto risco de placas ateroscleróticas, oferecendo uma alternativa não invasiva aos procedimentos de imagem intracoronária, como IVUS e FFR. As novas fronteiras de avaliação em aterosclerose são a estimativa de volume de ateroma (carga de placa) e a avaliação do tecido adiposo epicárdico (TAE), sendo o Índice de Atenuação da Gordura (FAI) um dos métodos propostos para sua quantificação. No entanto, a padronização e aplicabilidade desses métodos somente serão viáveis com a integração da inteligência artificial (IA) na análise e pós-processamento de imagens. Esta revisão destaca o cenário em evolução da imagem cardiovascular e seu potencial para guiar a prevenção e o tratamento da doença arterial coronariana e da aterosclerose.


VOLUME 35 - Nº 4

Outubro/Dezembro 2025

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