Os stents são os principais dispositivos utilizados hoje na intervenção coronária percutânea, havendo milhares de implantes todos os dias ao redor do mundo. A melhoria dos materiais e aperfeiçoamento da técnica de implante ao longo de décadas permitiu grande segurança e eficácia destas próteses, justificando a grande assimilação na prática médica. Frente ao volume de implantes, é esperado que ocorram falências da prótese por vários mecanismos distintos, incluindo aqueles ligados ao próprio paciente receptor da prótese e suas condições clínicas, bem como fatores ligados ainda a aspectos da composição do dispositivo e da sua forma de implantação. A trombose de stent é a complicação mais grave, porém, felizmente, é uma complicação de incidência muito baixa, sendo menor que <1% no primeiro ano e ainda mais raramente após este período. Por outro lado, a reestenose intrastent é uma entidade mais frequente, com taxas de 1–2% por ano. Neste artigo, discutiremos os dados de incidência, os mecanismos fisiopatológicos e quais medidas preventivas e de tratamento de ambas as complicações.