O infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST) tem prevalência elevada e constitui emergência médica devido ao risco iminente de eventos adversos. Os progressos nas intervenções coronárias percutâneas (ICP), incluindo stents farmacológicos mais seguros e eficientes, melhorias nas técnicas de implante e terapia coadjuvante mais potente, tornaram a intervenção coronária percutânea primária (ICPP) a estratégia padrão-ouro para o tratamento do IAMCSST, contribuindo para o declínio acentuado da mortalidade. O tempo porta-balão (TPB), definido como o intervalo de tempo entre a chegada no hospital e a restauração do fluxo coronário por meio da ICPP, emergiu como um indicador de qualidade. O tempo sintomas-balão (TSB), definido como o intervalo de tempo entre o início dos sintomas e a restauração do fluxo coronário por meio da ICPP, surgiu como um preditor confiável de mortalidade. Ações implementadas tiveram o objetivo de reduzir o TSB e consequentemente mitigar desfechos desfavoráveis. Entretanto, a mortalidade hospitalar global continua sendo um grande desafio. Igualmente, a ocorrência de insuficiência cardíaca após IAMCSST impacta significativamente a sobrevida e a qualidade de vida no longo prazo, afetando os sistemas de saúde. Há recomendação formal de angiografia imediata de rotina seguida de ICPP no IAMCSST dentro de 12h do início dos sintomas e naqueles pacientes com apresentação mais tardia, porém com sintomas persistentes e/ou instabilidade hemodinâmica/elétrica. O benefício da ICPP entre 12-48h mesmo sem sintomas persistentes de isquemia é corroborado por taxas mais baixas de morte hospitalar e reinfarto, em comparação com uma estratégia conservadora.