A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares (DCV) e pode ser influenciada por fatores genéticos, ambientais e sociais. Evidências científicas indicam que a dieta desempenha um papel crucial na prevenção e no controle da HAS, mas poucos artigos reúnem e comparam estratégias aceitas em diretrizes com evidências de alternativas não farmacológicas. Esta revisão aborda aspectos científicos baseados em evidências sobre como a dieta pode prevenir e ser um fator aditivo no tratamento farmacológico da HAS. O consumo elevado de sal está associado ao aumento da pressão arterial (PA) e a complicações renais. O consumo excessivo de álcool conhecidamente eleva a PA. Suplementação com potássio, cálcio, magnésio e vitaminas D e C se mostra benéfica na redução da PA, embora a eficácia dessas intervenções possa variar de acordo com a população e hábitos alimentares. A dieta mediterrânea é fortemente associada à redução do risco de HAS e DCV, embora os efeitos sobre a PA ainda necessitem de mais estudos. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que significa “Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão”, é baixa em sal e rica em frutas, vegetais, grãos integrais, laticínios desnatados e proteína magra, e é uma das abordagens dietéticas mais eficazes para reduzir a PA. Alimentos e suplementos, como alho, chocolate amargo, ômega 3, suco de beterraba, linhaça e probióticos, também apresentam potencial na prevenção e controle da HAS. Contudo, mais pesquisas são necessárias para confirmar a eficácia e segurança de algumas dessas intervenções.