A doença renal crônica (DRC) associada à hipertensão arterial (HA) contribui para a piora da doença cardiovascular (DCV), bem como para o aumento da mortalidade precoce no Brasil e no mundo. Atualmente, a preocupação com a evolução da HA inclui as medidas de prevenção de lesão de órgãos-alvo, entre eles o sistema renal. O impacto da ausência ou inadequado controle da hipertensão pode acarretar em diversas fragilidades na gestão de saúde por parte do usuário e dos serviços. O diagnóstico e o rastreio precoce das complicações da HA podem resultar em um aumento da adesão ao tratamento e consequente otimização do desfecho clínico. As informações de controle da hipertensão, assim como suas complicações, devem ser claras e acessíveis a todos os usuários e níveis de atenção à saúde: primária, secundária e terciária, resultando em um melhor controle desta condição crônica não transmissível de saúde. As causas da DRC devem ser elucidadas para melhor implementação de um modelo terapêutico de controle, que busque a estabilidade e o retardo das complicações, além da melhora na qualidade de vida dos pacientes.