18 de agosto de 2022 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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E como fica nossaansiedade com o retorno ao isolamento social?

 

E após 2 anos da pandemia de COVID-19,nos vemos mais uma vez precisando manter medidas de segurança, restrições eisolamento social. Então, como fica nossa ansiedade?

Sendo que a ansiedade é uma reaçãoemocional antecipatória a eventos que percebemos como perigosos, ela não énecessariamente uma doença. Isso significa que nossa mente e corpo precisamtrazer o medo, a preocupação e a agitação à tona para que a pessoa se preparepara enfrentar uma situação. Ou seja... diante de um novo reajuste das rotinase isolamento social, é esperado umnível de ansiedade.

Vamos focar inicialmente na ansiedadereativa ao momento e em possíveis estratégias de manejá-la.

Primeiro de tudo, isolamento social édiferente de distanciamento. Enquanto que no primeiro nos isentamos dos contatossociais, no segundo criamos uma distância protetiva entre nós e o outro. E porque é importante diferenciar? Porque no distanciamento, você não está sozinho.

Não existe uma resposta certa e únicapara o manejo da ansiedade, mas sabemos que manter o contato com quem amamos éessencial. Note: o contato pode se manter à distância, podemos nos sentiracolhidos e cuidados por mensagens e videochamadas.

Outro fator importante é: se permitasentir seus medos, ficar preocupado, nomeie o que está passando pela suacabeça. Tente entender seus temores reais e diferenciá-los de pensamentoscatastróficos. Reconhecer o que é real e o que podemos estar ampliando nasnossas fantasias.

Acima de tudo, busque se apoiar naquiloque te faz bem.

Entretanto, ainda precisamos focar emoutro ponto: a ansiedade intensa e prolongada, que necessita de cuidadoespecializado. Esse é além das reações esperadas, trazendo sintomas intensos e prolongados. Por isso, se perceber apermanência de aspectos como: insônia, angústia, agitação, dificuldade deconcentração, irritabilidade, medo – que dificilmente são aliviados, procure umpsicólogo e/ou psiquiatra. O transtornode ansiedade é uma doença e precisa de tratamento específico.

 

Departamentode Psicologia

Psicóloga:Priscila Maria Gabos

CRP:06/123185

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