23 de outubro de 2018 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Neste Dia das Crianças, a Socesp chama atenção para os riscos de doenças cardiovasculares às quais estão expostas as crianças. Estresse, alimentos com alto índice de sal, açúcares e gorduras e herança genética são os verdadeiros responsáveis pelo número de indivíduos entre cinco e 19 anos com sobrepeso ou obesidade ter saltado de 11 milhões para 124 milhões em todo o mundo (2017). 

Estudo realizado pela Socesp na cidade de Campinas, constatou que, sob estresse, crianças e adolescentes com excesso de peso tendem a apresentar níveis de colesterol mais elevados, fator que aumenta os riscos de doenças cardiovasculares. Em um universo de 3.471 estudantes de sete a 13 anos, matriculados em escolas públicas do munícipio, 33,7% apresentavam excesso de peso (sendo 17,5% obesos e 16,2% com sobrepeso).  

Para o cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, “a situação é realmente preocupante e se estratégias governamentais de grande impacto não forem tomadas, condenaremos futuras gerações a enfermidades que tiram a vida de mais de 300 mil pessoas por ano no Brasil”.

A professora Anita Colletes Bellodi, condutora da pesquisa, conclui que, além da educação diária, a força do exemplo tem imensa influência no comportamento dos filhos. Em monografia acadêmica, a docente abordou estudo com 80 participantes, sendo 40 pacientes, de três a 17 anos, do ambulatório de endocrinologia de um hospital campineiro e os seus 40 cuidadores familiares (mães, pais ou outro responsável). 

Nesse recorte, pôde observar que a origem do excesso de peso nas crianças e adolescentes está associada a problemas com a saúde das mães, principalmente diabetes e complicações na gravidez e no parto.  Anita constatou, ainda, que os pacientes com características de afeto negativo têm mais dificuldade para lidar com situações de estresse, depressão e ansiedade. 

“Ou seja, além da alimentação diária equilibrada, com a presença de todos os nutrientes necessários e sem exageros, o afastamento do excesso de gorduras e sal, gula, consumo de refrigerantes e doces industrializados e menor exposição ao estresse são medidas fundamentais para as crianças terem uma vida longa e saudável”, conclui Saraiva.

A Socesp alerta: é importante, ainda, além da alimentação de qualidade, manter os jovens e crianças longe de cigarro e outras drogas, do consumo excessivo de álcool e incentivar a prática de atividades físicas. Essas são receitas que reduzem significantemente os riscos de doenças cardiovasculares.

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