20 de maio de 2019 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Pesquisa da ONU acaba de revelar que, até 2050, 10 milhõesde pessoas no mundo poderão morrer a cada ano devido a doenças resistentes amedicamentos. Uma das principais causas por trás da resistência antimicrobianaé o uso inadequado e excessivo de remédios.


Em 5 de maio, comemora-se o Dia Nacional do Uso Racional deMedicamentos. A data foi criada para alertar a população sobre os problemasgraves ligados à automedicação e à utilização indiscriminada de remédios.      

            

Uma situação bastante perigosa e que mostra a importância dese diminuir a automedicação é o uso de remédios como ácido acetilsalicílico,antiagregantes ou anticoagulantes por parte de pacientes com dengue."Todos esses medicamentos são contraindicados na ocorrência da doença,pois ampliam o risco de hemorragias potencialmente presente nessa doença.Assim, a combinação da dengue com os remédios aumenta de maneira expressiva apossibilidade de sangramentos", explica o cardiologista Dr. José FranciscoKerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo(Socesp).


Somente este ano, até abril, já são mais de 451 mil casosprováveis de dengue (um aumento de 339% em relação ao mesmo período de 2018)."Por isso, a importância de redobrar a prevenção e de, aos primeirossintomas suspeitos, procurar de imediato assistência médica. Em caso deconfirmação da doença em pacientes com doenças cardiovasculares, o médicoinfectologista, que cuidará da dengue, poderá trabalhar em conjunto com ocardiologista, buscando a melhor opção de tratamento para cada caso".


Outro exemplo ocorreu em março deste ano, quando umadiretriz foi revista por um estudo divulgado pela American Heart Association epelo American College of Cardiology. O uso de ácido acetilsalicílico paraprevenção de doenças cardiovasculares não é mais recomendado.


Segundo Dr. Saraiva, não existiam evidências suficientespara se prescrever a medicação como prevenção primária. Era habitual, noentanto, a indicação de uso a pacientes com alto risco cardiovascular com baseem um senso comum. Com isso, o risco de sangramentos se tornava maior do que obenefício proposto pela droga, principalmente nos mais idosos.

Porém os pacientes que já apresentaram infarto, angina,doença coronária crônica (angioplastia e atente) ou AVC isquêmico não deveminterromper o medicamento. Para estes, as indicações não mudaram com os novosestudos. "Isso só reforça que a utilização de um medicamento pode serperigosa e só deve ser iniciada após a avaliação médica", comenta.


Dr. Saraiva destaca, ainda, que, em caso de suspeita deataque cardíaco, a recomendação é que o ácido acetilsalicílico sejaadministrado em doses de 200 a 325 mg. Na prática, podem ser usados doiscomprimidos de AAs infantil para quem esteja com dor no peito, com suspeita deinfarto e não seja alérgico ou tenha sangramento ativo. Nesses casos, aaspirina reduz por volta de 20% as mortes do infarto, comparada com placebo,pois já começa a agir na "destruição do trombo", principal causa deobstrução da artéria do coração (coronária).

Sempre que houver dúvida, o melhor remédio é procurar o seumédico ou ligar no 192, em casos urgentes. O Serviço de Atendimento Móvel deUrgência (Samu) é bastante capacitado e orientará as medicações antes dachegada da ambulância.

 

Sobre a SOCESP

 

A Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo éuma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1976. Regional da SociedadeBrasileira de Cardiologia e Departamento de Cardiologia da Associação Paulistade Medicina, conta com cerca de 8 mil sócios. Os principais objetivos da Socespsão contribuir para a atualização dos cardiologistas do estado e difundir oconhecimento científico gerado pela própria Socesp aos profissionais da saúdeque atuam na Cardiologia e para a população.

 

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