11 de dezembro de 2019 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Identificar uma vítima de parada cardiorrespiratória pode ser crucial para a sobrevivência do paciente. Isso porque quanto mais rapidamente se iniciam as compressões torácicas, maiores as chances da pessoa sobreviver. “Estima-se que as manobras aumentam em até quatro vezes a possibilidade de um paciente continuar vivo após o episódio”, afirma Dr. Agnaldo Píscopo, diretor do Centro de Treinamento em Emergências da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

O cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, presidente da entidade, explica que, no caso de infarto, o primeiro sintoma é dor no peito, habitualmente intensa, que pode perdurar por mais de 30 minutos e que se irradia para o braço esquerdo, mandíbula e/ou estômago. Além deste sinal, podem ocorrer vômitos, suor frio e desmaio. “Reconhecer uma vítima de parada cardíaca é o primeiro passo para salvar a vida dela”, diz o especialista. 

Anualmente, a Socesp realiza diversos treinamentos em ressuscitação cardiopulmonar, demonstrando em um boneco totalmente reciclável, formado por uma camiseta usada e uma garrafa PET, quais são os protocolos de ação em caso de parada cardíaca. Em 2019, durante o 40º Congresso da entidade, mais de 600 jovens, estudantes de escolas públicas de São Paulo a partir dos 12 anos de idade, foram treinados por profissionais da Socesp. Também neste ano, foram treinadas mais de 300 pessoas em ação alusiva ao Dia do Coração, na Estação República do Metrô. Nos últimos três anos, mais de 11 mil alunos receberam a capacitação.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o intervalo de tempo entre a ocorrência de uma parada cardíaca e a chegada do serviço de emergência médica pode ser facilmente preenchido por leigos. Por conta disso, a instituição aprovou a declaração “As crianças salvam vidas”, com o propósito de disseminar o conhecimento de ressuscitação cardiopulmonar em escolas de todo o mundo.

Segundo o DataSUS, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das maiores causas de mortalidade em todo o Brasil. “A missão da Socesp é agir para reduzir estes números. A prevenção continua sendo a melhor maneira de evitar complicações como o IAM, mas, se um paciente chega a ter o episódio, é essencial que existam pessoas ao lado dele cientes do que deve ser feito, para atuação rápida e segura”, afirma Dr. Saraiva. 

Dr. Píscopo explica que existem alguns passos para serem realizados ao se deparar com um quadro de parada cardiorrespiratória. O primeiro é verificar se o paciente está inconsciente. Em caso afirmativo, solicitar a alguém que ligue 192 (número do SAMU) e pedir uma ambulância com desfibrilador. Enquanto o socorro especializado não chega, iniciar a massagem cardíaca, ajoelhando-se ao lado da vítima, sobrepondo uma mão à outra, localizando a região central do tórax, esticando os braços e fazendo o movimento de compressão, sem parar. Se possível, revezar com outras pessoas a cada 2 minutos. 

Números

•As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil: são cerca de 350 mil óbitos por ano. Metade dessas vítimas morre em até uma hora a partir dos primeiros sintomas.

•Pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2024, o Brasil deve subir para a primeira posição em ranking mundial de mortes por doenças cardiovasculares.

•De acordo com o DataSUS, entre 1996 e 2017, mais de 1,5 milhão de brasileiros morreram por infarto agudo do miocárdio. De 2010 a 2017, houve crescimento de 16% na quantidade: o número saltou de 79.668 para 92.657 casos anualmente.

Sobre a SOCESP 

A Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1976. Regional da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Departamento de Cardiologia da Associação Paulista de Medicina, conta com cerca de 8 mil sócios. Os principais objetivos da Socesp são contribuir para a atualização dos cardiologistas do estado e difundir o conhecimento científico gerado pela própria Socesp aos profissionais da saúde que atuam na Cardiologia e para a população.

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Ricardo Viveiros & Associados — Oficina de Comunicação 

Lívia Velasco — livia.velasco@viveiros.com.br 

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