11 de dezembro de 2019 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Em novembro, o futebol brasileiro promete enormes emoções. No Campeonato Brasileiro, Flamengo e Palmeiras disputam o primeiro lugar, apesar da significativa vantagem Rubro-Negra. Pela Taça Libertadores, a mesma equipe carioca tem boas chances de título, após 37 anos. 

A briga também é boa por vagas na competição continental do próximo ano. São Paulo, Corinthians, Santos, Internacional e Grêmio são alguns dos postulantes. Contra o rebaixamento, lutam Avaí, Chapecoense, Cruzeiro, CSA, Fluminense, Ceará, Botafogo, Atlético-MG e Fortaleza. 

Justamente por conta das fortes emoções que o futebol proporciona aos torcedores, o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), alerta que é preciso manter a calma, porque ganhar ou perder faz parte do jogo. 

Segundo o médico, o corpo exige mais do coração dos aficionados por esporte em grandes decisões. “O maior problema é quando isso ocorre com indivíduos com doença de base ou pré-existente. Nesses casos, podem ocorrer infartos fulminantes”, explica o especialista. 

O check-up é a principal maneira de evitar problemas mais graves em cardiopatas. “Eventos esportivos são considerados ‘gatilhos’ para algumas ocorrências cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral [AVC]. Prevenir ainda é o melhor remédio para escapar desses episódios”, afirma Dr. Saraiva. 

Os maiores exemplos de que o estresse emocional gerado pelo futebol pode causar problemas cardíacos foram observados em treinadores. Enquanto comandava o Flamengo, Abel Braga teve uma arritmia após um gol, nos minutos finais, contra o Fluminense, no início do ano. Cuca, atualmente sem time, submeteu-se a um procedimento cirúrgico para corrigir problema cardíaco no fim do ano passado, assim como Muricy Ramalho, ex-treinador e atualmente comentarista, há quatro anos. 

Dr. Saraiva diz que a doença cardíaca, normalmente, é uma mistura entre o histórico familiar, os hábitos cotidianos e alimentares e o ambiente no qual a pessoa está inserida. “Estresse, má alimentação, excesso de peso e consumo de cigarros, por exemplo, geram riscos de problemas no coração”. Por isso, campeão ou vice, é essencial manter a calma e ter em mente que, com o coração saudável, é possível ver seu time decidir mais campeonatos daqui para frente. 

Sobre a SOCESP 

A Socesp - Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1976. Regional da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Departamento de Cardiologia da Associação Paulista de Medicina, conta com cerca de 8 mil sócios. Os principais objetivos da Socesp são contribuir para a atualização dos cardiologistas do estado e difundir o conhecimento científico gerado pela própria Socesp aos profissionais da saúde que atuam na Cardiologia e para a população. 

Atendimento à imprensa 

Ricardo Viveiros & Associados — Oficina de Comunicação 

Lívia Velasco — livia.velasco@viveiros.com.br 

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