15 de setembro de 2019 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ressuscitação Cardiopulmonar salva vidas: PM socorre idoso no interior paulista

Na quinta-feira, 15, um soldado em formação da Polícia Militar de São Paulo salvou um homem de 67 anos que passou mal dentro de um mercado, em Dois Córregos, praticando corretamente técnicas de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), como a compressão torácica. O vídeo do salvamento viralizou nas redes sociais. O idoso foi socorrido e internado na Santa Casa do município.

De acordo com a OMS, o intervalo de tempo entre a ocorrência de uma parada cardiorrespiratória e a chegada do serviço de emergência médica pode ser facilmente preenchido pelas técnicas praticadas por pessoas leigas. Corroborando esse protocolo, a Socesp treina anualmente, em média, mil alunos da rede pública de ensino para reconhecer e agir na ocorrência de paradas cardíacas. “O reconhecimento e atuação com base em um protocolo correto aumentam entre quatro e cinco vezes as chances de sobrevida de pacientes que sofrem esse quadro”, afirma Dr. Agnaldo Píscopo, diretor do Centro de Treinamento de Emergências da Socesp. No Brasil, estima-se que aconteçam 720 paradas cardíacas por dia. A cada minuto sem a compressão torácica, perdem-se 10% de chances de sobrevida. “O ideal é treinar jovens duas vezes por ano durante toda a sua vida escolar”, destaca Dr. Agnaldo. 

Segundo o presidente da entidade, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, também faz parte da missão dos associados combater as mortes cardiovasculares por meio da disseminação de conhecimento. Exemplo disso, em agosto, foi a participação da entidade no 1º Seminário de Saúde do Alto Tietê, que contou com a presença de representantes de 11 municípios do Estado de São Paulo. Dentre os destaques, o Projeto Infarto ganhou notoriedade: o programa treina médicos e profissionais da saúde para atuarem rapidamente durante um atendimento a paciente infartado. Hospitais em que trabalham os profissionais treinados pelo projeto registraram redução de 28,8% a 44,6% nas taxas de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio. 

Sobre o projeto

O Projeto Infarto foi criado em 2010, após a análise das taxas de morte por essa causa, realizada pela Secretaria de Saúde do Estado. À época, foram eleitos mais de 70 hospitais, UBS, UPAS e SAMUs de periferias que tinham alta taxa de mortalidade (maior do que 15%) e grande volume de atendimento por infarto.

Após essa etapa, levantaram-se as características e condições de atendimento na emergência, os profissionais envolvidos, as faixas etárias prevalentes, a avaliação do tempo de início dos sintomas e as necessidades para a realização do diagnóstico e do tratamento. A partir dessas informações, estabeleceu-se um plano de avaliação e reciclagem dos médicos e enfermeiras desses hospitais. 

Números

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, provocando cerca de 350 mil óbitos por ano. Metade dessas vítimas morre em até uma hora a partir dos primeiros sintomas.

Pesquisa da OMS estima que, em 2024, o Brasil deverá subir para a primeira posição em ranking mundial de mortes por doenças cardiovasculares.

De acordo com o DataSUS, entre 1996 e 2017, mais de 1,5 milhão de brasileiros morreram por infarto agudo do miocárdio. De 2010 a 2017, houve crescimento de 16% na quantidade: o número saltou de 79.668 para 92.657 casos anualmente.

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