13 de novembro de 2019 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Primeira morte em decorrência do Sarampo é confirmada no Estado de São Paulo

Mesmo com a prorrogação da Campanha de Vacinação contra o Sarampo até o dia 31 de agosto e a ampla divulgação dos dados da doença pela mídia, o número de infectados continua aumentando na cidade de São Paulo: já são 1.637 casos, o que representa 66% de todos os casos no Estado.

No dia 28 de agosto, a Secretaria da Saúde do governo paulista divulgou que um homem de 42 anos morreu, no dia 17 de agosto, por conta da doença. Foi o primeiro óbito causado pela enfermidade no Estado desde 1997. 

O Programa Estadual de Imunização indica que pessoas entre um e 29 anos tenham pelo menos duas doses da vacina contra o sarampo. Até 59 anos, é necessário ter pelo menos uma. O público acima de 60 anos não tem indicação para ser imunizado. A ação foi iniciada em junho. 

De acordo com o médico José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), ainda que não exista uma relação direta entre problemas cardiológicos e o sarampo, o vírus pode debilitar bastante o organismo, o que gera riscos para pessoas que já tenham doenças crônicas, dentre elas as cardiovasculares.

“Justamente por isso, a prevenção é essencial. Para isso, a imunização pela vacina é a única alternativa segura e comprovada”, afirma o cardiologista. A doença compromete a resistência do organismo do paciente, favorecendo ocorrência simultânea de superinfecção viral ou bacteriana, inclusive pneumonia. 

Se o paciente tiver febre por mais de três dias depois do surgimento das erupções na pele, podem ocorrer complicações como infecções respiratórias, otites e diarreia. Em casos mais graves, podem aparecer até mesmo problemas neurológicos.

Portadores de doenças cardiovasculares que apresentem sintomas de sarampo devem procurar rapidamente o médico, que orientará corretamente as medidas a serem adotadas para minimizar eventuais complicações. “Os sintomas iniciais são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza, congestão nasal e mal-estar intenso”, explica Dr. Saraiva. Depois, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns, também, lesões muito dolorosas na boca.

Além de São Paulo, o Rio de Janeiro, Bahia e o Paraná passam por surto da doença. Na capital paulista, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o vírus que circula foi importado dos países Malta, Israel e Noruega. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o Certificado de Eliminação do Sarampo. O documento, no entanto, foi retirado em fevereiro de 2018, após surtos da doença ocorridos no Norte do País, em dezembro de 2017.

Foto: Governo do Estado de São Paulo

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