24 de junho de 2018 - SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Mulheres precisam ampliar prevenção contra as doenças cardiovasculares

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher (8 de março) a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) reitera a importância dos cuidados preventivos e da atenção com os riscos relativos às doenças cardiovasculares, que são causas crescentes de mortes no universo da população feminina. Neste segmento, em 2017, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o total de óbitos por Acidente Vascular Cerebral (50 mil) equiparou-se ao dos homens. Quanto aos infartos, tiraram a vida de 45 mil mulheres. Mas, quais são as causas desse aumento?

Nos últimos anos, a mulher vem ocupando grande espaço no mercado de trabalho, o que a leva à uma dupla ou tripla jornada de trabalho, considerando a sua atenção também com as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. Além disso, elas estão cada vez mais expostas a fatores de risco, como o uso de anticoncepcionais, tabagismo, álcool, diabetes e hipertensão, o que tradicionalmente não era comum.

Segundo o neurologista e membro da SOCESP, Dr. Alexandre Pieri, é necessário que se faça uma avaliação tão abrangente na mulher quanto é feita no homem, porque quando a doença está presente no organismo feminino, ela tem características de gravidade maior e, inclusive, maiores riscos de óbito. “A incidência das doenças nas mulheres é menor do que em homens, mas quando já adoecida, a chance do óbito é maior, principalmente quando associado à idade”, afirma.

O especialista explica que quando a mulher atinge a menopausa, diminui a produção do estrogênio, um grande aliado do coração. Este hormônio estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. “É bom que as mulheres estejam sempre atentas aos sintomas de doenças cardiovasculares, pois, muitas vezes, elas se confundem com problemas na coluna, cansaço ou até mesmo dor no braço”, alerta.

TOME NOTA
Dentre os fatores de risco de doenças cardiovasculares na mulher, estão a hipertensão, sedentarismo, colesterol alto, alimentação irregular, obesidade, estresse, tabagismo, alcoolismo e diabetes. Além disso, realizar exames periódicos, evitar o excesso de sal e álcool, praticar atividades físicas e cuidar de sua saúde emocional são dicas importantes para que a mulher tenha

uma vida mais saudável e com menores chances de sofrer um infarto ou AVC.

Alexandre Pieri é neurologista e membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP